Transtornos do Espectro Autista: o que são e como lidar?

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Ainda cercado de tabus e desinformação, os transtornos do espectro autista (TEA’s) aparecem ainda na infância e são relativamente comuns. A Organização Mundial da Saúde estimou que uma a cada 160 crianças possuem um transtorno do tipo.

As pessoas afetadas pelos TEA’s frequentemente têm condições comórbidas, como epilepsia, depressão, ansiedade e transtorno de déficit de atenção e hiperatividade. É importante salientar que cada indivíduo é único e a maneira como o transtorno afeta cada um é diferente.

O Ministério aponta ainda que existem diversos sintomas comuns que os pais devem prestar atenção em suas crianças. Segundo o órgão, as crianças acometidas pelos transtornos são divididas em três grupos principais:

1) As com ausência completa de qualquer contato interpessoal, incapacidade de aprender a falar, incidência de movimentos estereotipados e repetitivos, deficiência mental;

2) Aquelas voltadas para si mesmo, não estabelecem contato visual com as pessoas nem com o ambiente; conseguem falar, mas não usam a fala como ferramenta de comunicação (chegam a repetir frases inteiras fora do contexto) e têm comprometimento da compreensão;

3) As que possuem domínio da linguagem, inteligência na média ou acima, menor dificuldade de interação social que permite levar a vida próxima da tradicional.

A Associação de Amigos do Autista destaca que, de acordo com estudos epidemiológicos realizados nos últimos 50 anos, a prevalência global destes transtornos parece estar aumentando. Existem muitas explicações possíveis para este aparente aumento da prevalência, incluindo maior conscientização, expansão de critérios diagnósticos, melhores ferramentas de diagnóstico e melhor comunicação.

Vacinas causam autismo?

Um dos boatos que surgiram nas últimas décadas é o de que vacinas são responsáveis por provocar transtornos do espectro autista. Esse rumor surgiu principalmente devido a um estudo realizado pelo médico inglês Andrew Wakefield, em 1998, em que relacionava a vacina utilizada no combate ao sarampo, rubéola e caxumba com o transtorno. Segundo sua tese, o imunizante era responsável por inflamações intestinais nas crianças que culminaria em um processo no cérebro que levaria ao autismo.

O que normalmente fica fora dos rumores espalhados pela internet é que foi descoberto uma fraude na pesquisa e o responsável teve seu registro médico cassado. Posteriormente, a fim de checar a possibilidade, foram publicados inúmeros trabalhos que afastaram a possibilidade de existir relação entre os TEAs e as vacinas.

O que fazer frente a um diagnóstico de autismo?

Apesar de ser considerado um transtorno crônico, existem tratamentos que devem ser introduzidos próximos ao diagnóstico. Estes tratamentos são multidisciplinares e envolvem a intervenção de médicos, psicólogos, fonoaudiólogos, pedagogos, fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais e educadores físicos, além da imprescindível orientação aos pais ou cuidadores.

Assistência especializada

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