Stress: quais são os sinais e como tratar?

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Em uma edição de 1983, a tradicional revista norte-americana Time já alertava a população: o estresse era a grande epidemia dos anos 1980. Quase 40 anos depois, é impossível falar que a situação está melhor. Pelo contrário: segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), cerca de 90% da população mundial sofre desse mal.

Mas é até difícil mensurar esse impacto porque não há uma definição aceita mundialmente para o estresse. No artigo Relação entre estressores, estresse e ansiedade, as pesquisadoras explicam que o termo “stress” foi utilizado pela primeira vez no campo da saúde em 1936, pelo fisiologista canadense Hans Selye. Ele designou os sintomas estudados como uma resposta geral e inespecífica do organismo a um fator estressor ou a uma situação estressante.

“A resposta ao estresse é resultado da interação entre as características da pessoa e as demandas do meio, ou seja, as discrepâncias entre o meio externo e interno e a percepção do indivíduo quanto a sua capacidade de resposta”, relatam. De acordo com o American Institute of Stress, a acepção mais comum diz respeito a um esforço/tensão – física, mental ou emocional – vivenciado quando alguém percebe que as demandas excedem as capacidades pessoais e sociais que ele possui ou é capaz de mobilizar.

O consenso, porém, é que o estresse não é algo negativo, pois faz parte das situações da vida. Em situações de imediatismo, ele ajuda a liberar hormônios que aumentam o potencial de reação diante da questão a ser enfrentada. O problema é quando ele ultrapassa barreiras e se torna uma questão crônica, que afeta o organismo e a mente da pessoa.

As causas para esse estresse crônico podem ser as mais diversas, que vão se acumulando com o tempo. Ele pode ser gerado tanto por fatores externos quanto internos, a partir da percepção que temos de nós mesmos e do mundo que nos cerca. Os principais fatores estressores são:

  • Questões de trabalho (stress ocupacional);
  • Problemas financeiros;
  • Grandes mudanças na vida;
  • Problemas familiares e de relacionamentos;
  • Luto prolongado;
  • Preocupação constante;
  • Padrão de comportamento ansioso;
  • Criação de expectativas irreais;
  • Falta de flexibilidade diante das situações apresentadas;
  • Atitudes pessimistas constantes.

Sintomas do estresse

Da mesma forma que as causas variam de pessoa para pessoa, os sintomas também não são únicos. Eles são a manifestação do organismo de que algo está fora do lugar, mas podem se manifestar por sintomas mentais ou físicos. O The American Institute of Stress lista alguns desses sintomas, que trazemos a seguir:

  • Dores de cabeça frequentes, pressão na mandíbula e dor na região;
  • Ranger os dentes;
  • Tremores e fala gaguejada;
  • Dores causadas por tensão muscular em diversas partes do corpo, como no pescoço;
  • Dores de cabeça, desmaios e tonturas;
  • Suor em abundância ou sensação de frio sem motivo;
  • Dificuldade para respirar;
  • Ataques de pânico repentinos;
  • Dores no peito e palpitações;
  • Diminuição do desejo ou da performance sexual;
  • Aumento do nervosismo, frustração e hostilidade;
  • Excesso de ansiedade, preocupação e culpa;
  • Mudanças repentinas de humor;
  • Mudanças no apetite;
  • Insônia, pesadelos e distúrbios do sono;
  • Dificuldade de concentração;
  • Dificuldade de aprender novas informações;
  • Esquecimento, desorganização e confusão mental;
  • Sentimento de sobrecarga constante;
  • Sentimento de solidão ou inutilidade;
  • Crises de choro frequentes e pensamentos suicidas;
  • Redução da produtividade ou da eficiência no trabalho;
  • Isolamento social;
  • Abuso de drogas lícitas e ilícitas;
  • Vício em apostas ou compras por impulso.

É evidente que esses sintomas não indicam necessariamente que a pessoa está estressada, mas devem ser avaliados por um profissional para evitar agravamento dos quadros. Alterações gastrointestinais, inflamações, desenvolvimento de úlcera, variações bruscas no peso, gastrites e diminuição do funcionamento do sistema imunológico são apenas alguns dos efeitos nocivos que podem surgir graças ao excesso de estresse.

Tratamento do estresse

Não tem fórmula mágica para tratamento do estresse. Em um artigo publicado pelo Hospital Israelita Albert Einstein, a psicóloga Selma Bordin sinaliza que o tratamento se dá a partir de três pontos: administrar os fatores estressores, aumentar a resistência a eles e mudar a forma de enfrentá-los.

Isso pode ser feito com a ajuda de um psicólogo, que é o profissional mais indicado para ajudar a identificar esses fatores estressores e trabalhar o indivíduo para que ele possa encará-los de forma mais saudável. A partir das seções, o paciente vai poder se conhecer melhor e, assim, encontrar meios de lidar com o estresse. Além disso, é preciso ficar atento a soluções milagrosas – seja com discursos motivadores ou medicamentosos. “Não existe medicação para tratar estresse. Alguns médicos prescrevem complexos vitamínicos. Se o estresse for crônico e evoluir para um estado depressivo ou ansioso, encaminhamos para avaliação de um psiquiatra”, explica.

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