Sintomas e riscos do câncer colorretal

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No calendário de cores para prevenir e conscientizar sobre algumas doenças, o mês de março ganha tons azul-marinho para colocar o câncer colorretal em foco. Segundo o Instituto Nacional do Câncer (Inca), este é terceiro tipo mais incidente em homens, atrás apenas dos cânceres de próstata e pulmão, e o segundo nas mulheres, perdendo apenas para o câncer de mama. A estimativa do Inca é de que 40.990 novos casos tenham surgido em 2020. Só em 2019 foram 20.578 mortos pela doença, que atinge igualmente homens e mulheres – 10.191 e 10.385 vítimas, respectivamente.

O câncer colorretal é aquele que surge no intestino grosso ou no reto, caracterizado pelo crescimento desordenado de células, que podem se tornar tumores. O Inca informa que grande parte desses tumores são gerados por pólipos que surgem no intestino, ou seja, pequenas lesões benignas que podem crescer na parede do intestino grosso e tornar um câncer.

Fatores de risco

São várias as possíveis razões para o surgimento de um câncer colorretal. De acordo com o Inca, os principais fatores de risco são a idade (pessoas acima de 50 anos são mais suscetíveis), excesso de peso corporal e alimentação pobre em frutas, vegetais e outros alimentos com fibras. Ingerir carne processada – como salsicha, presunto, bacon, mortadela, linguiça e salame – ou consumir mais de 500 gramas de carne cozida por semana também podem ser agentes causadores desse tipo de câncer.

Além disso, o histórico familiar e outras doenças na região exigem atenção redobrada. Quem possui parentes com câncer de intestino ou já teve câncer de ovário, útero ou mama faz parte do grupo de risco. Doenças inflamatórias do intestino, como retocolite ulcerativa crônica e doença de Crohn, podem aumentar as chances de se desenvolver o câncer colorretal. Tabagismo, consumo de bebidas alcoólicas e exposição ocupacional a raios ionizantes, como os raio-X, também devem ser observados com cuidado.

Sintomas

Esse é um tipo de câncer mais silencioso, apresentando sintomas apenas em estágios mais avançados. São sinais claros, que podem ser observados pelo próprio paciente:

  • Presença de sangue misturado nas fezes, seja ele vermelho vivo ou mais escuro;
  • Alteração dos hábitos intestinais, com alternância entre diarreia e prisão de ventre;
  • Dores e desconfortos abdominais;
  • Perda de peso sem causa aparente;
  • Alteração na forma das fezes e sintomas obstrutivos, como afilamento, constipação persistente de início recente e cólicas abdominais frequentes, associadas a inchaço abdominal;
  • Surgimento de tumorações (massas) abdominais.

Mas é preciso ficar atento porque esses mesmos sintomas estão associados a outras doenças muito comuns, como hemorroidas, verminoses e úlceras gástricas. Na maioria das vezes, inclusive, são elas as causadoras dos sinais. Apesar disso, é preciso agendar uma consulta com um gastroenterologista para verificar a real causa do problema.

Prevenção e diagnóstico

Como boa parte dos riscos envolvem a alimentação e o excesso de peso, esses são os pontos que devem ser observados. Manter uma alimentação mais saudável, composta principalmente por alimentos frescos e pouco processados – como frutas, verduras, legumes, cerais, grãos e sementes –, ajuda a abastecer o organismo de fibras e contribui para o bom funcionamento do intestino. Além disso, a prática de atividades físicas é fundamental para manter o peso dentro dos limites e sair do sedentarismo.

“A redução do risco desse câncer se associa à ingestão de fibras vegetais. O ideal é ingerir pelo menos 30g de fibras solúveis, contidas nas verduras, frutas, grãos e alimentos integrais, para regular o hábito intestinal”, diz Ricardo Tadayoshi Akiba, médico assistente e instrutor de ensino do grupo de coloproctologia da Unisfesp (Universidade Federal de São Paulo) ao site do Drazio Varella.

Mas se o paciente apresenta algum dos sintomas listados, a detecção da doença é feita por exames clínicos, laboratoriais ou radiológicos. O câncer colorretal pode ser observado de forma precoce pela pesquisa de sangue oculto nas fezes e por endoscopias. Essa é uma estratégia essencial para o sucesso do tratamento, pois encontrar o tumor em uma fase inicial aumenta bastante as chances de cura.

Tratamento

Tudo depende do tamanho, localização e extensão do tumor, mas o câncer colorretal é uma doença tratável e frequentemente curável. Retirar a parte do intestino afetada e os gânglios linfáticos do abdome por cirurgia faz parte do tratamento inicial, que também pode envolver radioterapia e quimioterapia.

Finalizado o tratamento, é necessário fazer um acompanhamento constante com um médico para monitorar se há um retorno da doença ou o aparecimento de novos tumores.

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