Quando procurar um mastologista?

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Outubro é o mês em que mais se fala sobre os cuidados com a saúde da mulher. As cores rosas que invadem as campanhas publicitárias ajudam a reforçar a importância dos exames de rotina e, principalmente, da prevenção contra o câncer de mama. Mas esta é uma preocupação que não pode ficar restrita a estes 31 dias. Por isso, vamos falar sobre o papel do mastologista e quando é preciso agendar uma consulta.

A mastologia é a especialidade médica responsável pelo estudo, diagnóstico, tratamento e reabilitação de qualquer doença envolvendo as glândulas mamárias. Ou seja, não é um profissional exclusivo para mulheres, embora sejam elas as mais afetadas por doenças nessa região. E como as glândulas mamárias são uma das áreas do corpo mais afetadas por células cancerígenas, esse médico tem uma importância redobrada para garantir a saúde e o bem-estar da população.

Principais sintomas

O autoexame das mamas deve fazer parte da rotina de autocuidado das mulheres. Pelo menos uma vez por mês deve-se apalpar a região para detectar se há alguma anormalidade. Veja quais são os principais sinais que precisam ser investigados imediatamente por um mastologista:

  • Aumento do volume das mamas:
    se não tiver relação com o ciclo menstrual ou com uma gravidez, é um sinal de atenção. Pode indicar uma alteração funcional benigna, mas também pode ser sintoma de um tumor maligno. E isso é ainda mais preocupante se ocorrer em somente uma das mamas.
  • Secreção:
    caso a mulher não esteja amamentando uma criança, qualquer secreção que sai pelo mamilo deve ser investigada para detectar se há células cancerosas provocando essa reação.
  • Retração:
    quando o mamilo apresenta um comportamento fora do padrão, como se retrair, com ou sem dor, também é preciso buscar auxílio de um especialista.
  • Vermelhidão:
    isso ocorre quando há algum entupimento dos vasos linfáticos, geralmente com uma vermelhidão fria e indolor. Ela pode ser decorrência de mastites, mas também podem ser sintomas de sarcoma mamário ou carcinomas mamários inflamatórios.
  • Descamação:
    pode ser decorrente de vários fatores, então é preciso ficar atento se há outros sintomas associados, como mudança de formato, dores, nódulos ou secreções.
  • Dores:
    geralmente elas são de origem benigna, mas é preciso ficar atento se há prolongação do sintoma para se buscar auxílio de um mastologista.
  • Nódulos:
    durante o autoexame, é possível perceber se há algum nódulo incomum na mama. Ele deve ser investigado imediatamente para verificar se é uma massa benigna ou maligna, sendo necessário um acompanhamento constante para avaliar a progressão do caso.

Em todos esses casos, é preciso buscar um mastologista imediatamente para investigar as causas. Isso independe da idade da paciente, pois os sintomas podem aparecer a qualquer momento na vida da mulher e até mesmo na do homem.

Quando agendar uma consulta?

Caso a mulher não apresente nenhum dos sintomas listados acima, as consultas de rotina devem começar a ser realizadas a partir dos 35 anos. A partir dos 40, essa visita deve ser anual. Se ela pertencer a algum grupo de risco – estar acima de 40 anos, ter histórico de câncer de mama na família ou tiver menstruação precoce/tardia –, esse acompanhamento deve começar o quanto antes.

A frequência das visitas será definida pelo próprio mastologista, mas geralmente é anual – podendo ser menor, a depender do caso. Além disso, também é recomendado que seja feita uma mamografia preventiva para detecção de qualquer doença ainda nos estágios iniciais.

Como é a consulta?

O primeiro passo de qualquer consulta com um mastologista é a realização de uma anamnese completa, em que a paciente responderá perguntas sobre o próprio histórico de saúde e sobre o familiar, além de apontar hábitos e possíveis queixas. Na sequência, é realizado um exame físico da mama e pode haver a solicitação de exames complementares, como a mamografia de rastreamento, ultrassons, ressonâncias magnéticas ou biopsias.

De acordo com o Ministério da Saúde, a mamografia de rastreamento é recomendada em mulheres de 50 a 69 anos, uma vez a cada dois anos. Ela consiste em um exame de raio-X para identificar as estruturas da mama e verificar se há alguma anormalidade nas imagens geradas. Fora dessa faixa etária e dessa periodicidade, os riscos aumentam e há maior incerteza sobre os benefícios – antes da menopausa as mamas são muito densas e geram um maior número de resultados falsos, tanto positivos quanto negativos.

Apesar disso, há o benefício de poder identificar um tumor em seu início, permitindo um tratamento menos agressivo e aumentando as chances de sobrevivência em função da detecção precoce.

Já o ultrassom é mais simples. Com o uso de ondas sonoras de alta frequência é gerada uma imagem das principais estruturas da mama, que permite detectar causas de secreções e até mesmo a presença de espessamento do tecido mamário, cistos e nódulos. Para mulheres sem histórico de doenças nos seios, ele é recomendado a partir dos 25 anos.

A ressonância magnética tem a maior sensibilidade de todos esses exames, detectando cânceres que as demais não conseguem identificar. Por ser mais cara e mais invasiva, é indicada apenas em alguns casos muito específicos, como acompanhamento de mulheres que possuem alta chance de desenvolver câncer de mama, em pré-operatórios e na avaliação de mamografias que deixam o mastologista em dúvidas.

Por último, a biopsia consiste na retirada de uma parte do tecido do tumor para avaliação. O material é avaliado por um patologista, capaz de identificar se aquela estrutura é benigna ou maligna, com o diagnóstico completo do caso.

Cuidados contra o câncer de mama

Apesar de o mastologista também contribuir na detecção de outras doenças, o câncer de mama ainda é a principal delas. Esse é o segundo tipo de câncer mais comum entre as mulheres, com 25% de todos os casos registrados, atrás apenas do câncer de pele. Segundo o estudo Estimativa 2020: incidência de câncer no Brasil, serão cerca de 66.280 novos casos a cada ano do triênio 2020-2022, um risco estimado de 61,61 casos a cada 100 mil mulheres.

Infelizmente não existe uma causa única para esse tipo de câncer,mas a idade é um dos principais fatores de risco. Quatro entre cinco casos são detectados após os 50 anos. Além disso, o caráter hereditário corresponde de 5% a 10% do total de casos. Mas estima-se que 30% dos casos possam ser evitados se adotadas práticas mais saudáveis na vida, tais como:

  • Praticar atividade física;
  • Alimentação saudável;
  • Manter o peso corporal adequado;
  • Evitar o consumo de bebidas alcoólicas;
  • Amamentar.

Ou seja, a prevenção ainda é a melhor forma de combate à doença. E, se descoberto em fase inicial, o câncer de mama tem as chances de cura aumentadas.

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