Por que tomar a vacina contra a gripe?

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Durante o inverno, problemas respiratórios encontram ambientes propícios para se espalharem pela população. As mudanças bruscas de temperatura, a baixa umidade do ar e a tendência de fechar os ambientes para combater o frio aumentam os casos de infecções virais, como a gripe. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), a doença compromete anualmente cerca de 3,5 milhões de pessoas de forma grave e, para evitar que isso ocorra, a principal recomendação é vacinar a população anualmente.

A gripe é uma infecção aguda do sistema respiratório, provocada pelo vírus da influenza, e que pode ser transmitida facilmente pelo ar, de pessoa para pessoa. Os sintomas mais comuns são febre alta, dor no corpo, tosse, cansaço e dor de garganta, que aparecem em até quatro dias após o contato com o agente infeccioso e persistem por cerca de uma semana. Em casos mais graves, pode evoluir para casos de pneumonia e agravar quadros de saúde já existentes, como problemas cardíacos, asma e doenças pulmonares obstrutivas crônicas.

Por ser uma doença tão comum, seria de se esperar que já existisse uma vacina universal para combatê-la. Na prática, não é isso que ocorre, sendo necessário reforçar a imunização todos os anos. A explicação para isso, porém, é muito simples.

Existem três tipos de vírus: A, B e C, sendo o primeiro o mais preocupante pela capacidade de infectar animais, pelos sintomas e pela alta capacidade de mutação – podendo ser sutis ou robustas, o que gera novas combinações virais. Por isso, todos os anos há uma nova vacina para imunizar a população, baseada nas variantes mais comuns encontradas no país naquele período. No Brasil, a vacina ministrada contém cepas inativas do vírus influenza A e B, sendo amplamente distribuída pelo SUS para os grupos prioritários.

Por que se vacinar?

A vacina contra a gripe é uma das mais eficientes e seguras na prevenção da doença. Segundo o Ministério da Saúde, estudos mostram que a vacinação pode reduzir entre 32% e 45% o número de internações por pneumonia e de 39% a 75% a mortalidade por complicações da influenza.

Neste ano, a imunização ganhou uma importância extra em razão da pandemia de Covid-19. Por tratarem de patógenos distintos, essa vacina não protege contra os efeitos do coronavírus, mas ajuda a resguardar a população mais vulnerável contra os efeitos do vírus da gripe, que podem enfraquecer o sistema imunológico e facilitar o surgimento de outras infecções.

Quem pode se vacinar?

A vacina é recomendada para todas as pessoas acima de seis meses de idade. O Plano Nacional de Imunização prevê a vacinação prioritária dos grupos de risco, que possuem maior chance de entrar em contato com o vírus ou de desenvolver complicações graves, como:

  • Crianças entre os 6 meses e 6 anos incompletos (5 anos e 11 meses);
  • Adultos com idade entre 55 e 59 anos;
  • Idosos com mais de 60 anos;
  • Mulheres grávidas;
  • Mulheres em pós-parto de até 45 dias;
  • Profissionais de saúde;
  • Professores;
  • População indígena;
  • Pessoas com sistema imune comprometido, como HIV ou câncer;
  • Pessoas com doença crônica, como diabetes, bronquite ou asma;
  • Portadores de trissomia, como Síndrome de Down;
  • Adolescentes que vivem em instituições socioeducativas.

Apesar disso, qualquer um pode tomar a vacina. A campanha nacional é destinada inicialmente a esses públicos prioritários, mas pode ser ampliada para outras faixas etárias de acordo com a disponibilidade do imunizante. Além disso, ele também pode ser encontrado na rede privada de saúde para quem estiver interessado.

As únicas contraindicações são para pessoas com alergia a ovo e látex, além daqueles que já tiveram uma reação alérgica a doses anteriores da vacina. Entre as reações adversas estão dores de cabeça e musculares, febre, calafrios, transpiração excessiva e reações no local da aplicação, como vermelhidão, dor, endurecimento ou um ligeiro inchaço.

Gripe x resfriado

Apesar de os sintomas serem parecidos, a gripe e o resfriado são causados por vírus diferentes. Enquanto a primeira doença é originária da influenza, a segunda é desencadeada por vírus como rinovírus, adenovírus e parainfluenza. Além disso, de modo geral, os sinais são mais intensos na gripe e com maior duração do que no resfriado, podendo durar cerca de uma semana.

Ou seja, uma pessoa vacinada contra a gripe pode ter casos de resfriados. Isso não significa que a imunização foi realizada de forma incorreta, mas sim que ela contraiu outro tipo de vírus, que trará apenas sintomas mais leves.

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