O que faz o fonoaudiólogo?

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As habilidades de comunicação foram essenciais para a evolução dos seres humanos como espécie. Com o desenvolvimento das habilidades da fala e da escrita, sociedades puderam acumular mais conhecimento até chegar ao atual patamar. E, com o passar do tempo, cuidar para que essas competências sejam exercidas de forma adequada tornou-se papel dos profissionais formados em Fonoaudiologia.

Os fonoaudiólogos são responsáveis por atuar na habilitação e reabilitação da voz, com atenção extra aos distúrbios de audição e à motricidade oral, de leitura e de escrita – movimentos musculares que permitem a comunicação. Ao contrário do que muitos pensam, esses profissionais não são graduados em Medicina, mas sim em uma área de estudos específica e relativamente recente, datada da década de 1960, mas que já está presente no cotidiano das pessoas.

É responsabilidade dos fonoaudiólogos, por exemplo, auxiliar os pacientes a articular melhor as palavras, a medir o tom de voz ideal, a respirar nos intervalos corretos, a avaliar distúrbios de leitura e escrita, a reabilitar problemas de fala – como gagueira, língua presa e troca de fonemas – e a tratar questões como rouquidão constante e dificuldades de ouvir e de engolir.

Ou seja, esse é o profissional responsável por cuidar de todas as estruturas de comunicação falada, expressiva e escrita. Com isso, eles podem ser encontrados em diversos locais. Além das clínicas médicas e hospitais, eles também estão presentes em empresas do setor público e privado, escolas, instituições de ensino, asilos e até mesmo em emissoras de tv e rádio.

História da Fonoaudiologia

Distúrbios da comunicação sempre foram identificados e descritos ao longo da história, mas foi apenas no final do século XIX que começaram a ser vistos como desafios a serem tratados pelas áreas médica e educacional. O primeiro país a reconhecer a profissão foi a Hungria, ainda em 1900. Áustria, Nova Zelândia, Alemanha, Noruega e a antiga Iugoslávia também já haviam delimitado a área até a década de 1940, mostrando como a evolução dos estudos foi lenta e gradual ao longo dos anos.

No Brasil, muitos acreditam que a história da Fonoaudiologia teve início em 1854/1855, com a criação do Imperial Colégio e do Colégio Nacional. Os institutos eram destinados ao ensino de meninos cegos e surdos, respectivamente, sendo importantes pilares para a inclusão desses jovens na sociedade naquela época. O marco, porém, ainda não dizia respeito à criação da profissão como se conhece atualmente.

Em 1912, o médico Augusto Linhares, um dos percursores da Fonoaudiologia no país, dá início às pesquisas e à reabilitação dos distúrbios da voz e da fala. Além disso, ele se dedica a cursos de orientação e formação de professores, com conferências sobre tratamento de voz e gagueira, por exemplo. Os estudos prosseguem de forma esporádica nos anos seguintes, mas é na década de 1950 que surgem os primeiros movimentos de fato para habilitação sistemática em Terapia da Palavra.

O primeiro curso na área surgiu em 1961, quando a Clínica de Otorrinolaringologia do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP) criou uma graduação de tecnólogos em Fonoaudiologia. O primeiro currículo mínimo, com disciplinas e carga horária definidas, só foi fixado em 1976, pelo Conselho Federal de Educação. No ano seguinte, o primeiro curso de bacharelado teve início na USP. Mas foi só em 9 de dezembro de 1981, com a promulgação da Lei nº 6.965, que a profissão foi de fato regulamentada.

Especialidades da Fonoaudiologia

De acordo com o Conselho Federal de Fonoaudiologia, a área é dividida nas seguintes especialidades:

  1. Audiologia: realiza os exames audiológicos para verificar como está a audição do paciente, podendo selecionar ou adaptar aparelhos de surdez e reabilitar deficientes auditivos.
  2. Disfagia: avalia distúrbios ligados à deglutição, que podem gerar prejuízos pulmonares, nutricionais e sociais.
  3. Fluência: identifica transtornos de fluência verbal, com orientações para as famílias e gerenciamento dos programas de reabilitação.
  4. Escolar/educacional: atua junto às equipes escolares, no diagnóstico de situações de ensino e aprendizagem relacionadas à Fonoaudiologia. Tem participação ativa no planejamento educacional, com projetos para desenvolver habilidades e competências em educadores e educandos.
  5. Fonoaudiologia do trabalho: possui foco na área ocupacional, com estudos sobre os agravos relacionados às atividades realizadas pelo paciente na empresa e a elaboração de ações preventivas nos ambientes laborais.
  6. Neurofuncional: realiza o estudo, o diagnóstico e o tratamento de distúrbios neurológicos que envolvam as funções               neuromotoras.
  7. Gerontologia: atua nos danos decorrentes do envelhecimento, atuando na prevenção, ambientação, reabilitação e cuidados paliativos de pacientes mais velhos.
  8. Linguagem: avalia os problemas relacionados ao aprendizado da língua, com a habilitação de crianças com atraso ou deficiência de linguagem – como demora para se expressar, deficiência na formação de frases, omissão ou acréscimo de palavras, troca de fonemas, gagueira e até mesmo quem sofre as consequências de um exame cerebral.
  9. Motricidade orofacial: estuda a musculatura de toda a face, da boca e da língua. Ajuda a resolver problemas relacionados a sucção, mastigação, respiração, fala e posicionamento da língua.
  10. Neuropsicologia: área que relaciona achados cerebrais e cognitivos, como atenção, percepção, orientação, memórias, funções motoras e linguagem oral e escrita.
  11. Saúde coletiva: foco na atuação fonoaudiológica no setor público e privado, com foco nos domínios de epidemiologia e gestão.
  12. Voz: atua na prevenção dos distúrbios da voz e no aperfeiçoamento dela, como no caso de estimulação da musculatura em idosos e de técnicas de respiração e impostação vocal para que trabalha em telemarketing, por exemplo.

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