Doenças sanguíneas e a importância da doação

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O mês de junho foi escolhido para debater alguns temas importantes relativos ao sangue, como as doações e as doenças ligadas ao sistema circulatório. Afinal, o mês é considerado o período de maior escassez nos estoques dos bancos de sangue, devido à queda no número de doadores. Isso é causado pela proximidade das férias escolares e o aumento da incidência de infecções respiratórias, que levam as pessoas a se recolherem e evitarem sair de casa.

A pandemia de Covid-19 ainda piorou esse cenário. Graças à doença, o Ministério da Saúde estima que o número de doações tenha caído 20% no ano passado, em comparação com 2019. Já no primeiro trimestre de 2021, a taxa de doação voluntária da população brasileira foi de 1,6%, dentro dos padrões estabelecidos pela Organização Mundial de Saúde (OMS).

Em matéria publicada pela Secretaria de Estado de Saúde, a presidente da Hemominas, Júnia Cioffi, explica que as unidades da Fundação, onde as coletas de sangue são realizadas, mantêm medidas rígidas de segurança e seguem os critérios de prevenção à contaminação com a Covid-19. “Os pacientes com diversas patologias, em tratamento nos Centros de Hemoterapia, continuam com a mesma necessidade de transfusão para sobreviver. Assim como os acidentes de trânsito, de trabalho ou domésticos e a violência urbana permanecem acontecendo e, muitas vezes, resultam em cirurgias que também demandam transfusão de sangue”, disse.

Em Belo Horizonte e em Minas Gerais, os critérios para doação seguem os estabelecidos pelo Ministério da Saúde e pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), órgãos responsáveis pela legislação nacional de hemoterapia. O candidato precisa passar por uma entrevista com um profissional de saúde, que faz perguntas de caráter pessoal e íntimo, que são mantidas em sigilo.

Isso é necessário porque existem algumas doenças que podem ser transmitidas pelo sangue e que não podem ser detectadas por exames laboratoriais de triagem, devido ao período necessário para a infecção agir no organismo. Além disso, há alguns outros critérios a serem avaliados:

  • O candidato não pode doar sangue de jejum;
  • É preciso uma boa hidratação antes da doação;
  • É obrigatório levar um documento de identidade original com foto, filiação e assinatura.
  • Se houver qualquer sintoma de doença, é preciso comparecer em outro dia;
  • A frequência cardíaca deve estar entre 50 e 100 batimentos por minuto;
  • Só podem doar pessoas entre 16 e 69 anos;
  • Mulheres podem doar com um intervalo de 90 dias, até três vezes em um período de 12 meses. Homens podem doar a cada 60 dias, no limite de quatro vezes por ano.
  • A doação é realizada de acordo com o peso do candidato. Homens acima de 50 kg podem doar 450 mL, mulheres entre 50 e 55,9 kg podem doar 410 mL e mulheres acima de 56 kg podem doar 450 mL.

Para mais informações sobre os critérios e para agendar uma doação, consulte o site da Hemominas.

Junho laranja – Anemia e leucemia

Além de todo o trabalho de conscientização sobre a importância da doação de sangue, o mês de junho também é marcado pelo debate sobre duas condições muito frequentes relacionadas ao sistema sanguíneo: a anemia e a leucemia.

Anemia

Para começar, a anemia não é uma doença, mas um sinal de que algo está errado com nosso corpo. Ela é mais conhecida pela falta de ferro no sangue, mas, na verdade, ela se refere à queda dos níveis relativos aos glóbulos vermelhos (hemoglobina, hematócrito ou massa eritrocitária), podendo estar relacionado a causas genéticas ou secundárias, como doença renal crônica, alteração no metabolismo do ferro, sangramentos e deficiências de vitaminas.

Os sintomas variam de acordo com a intensidade da doença por trás do sintoma. Em geral, as pessoas sentem fadiga, falta de ar quando faz algum tipo de esforço físico ou mesmo em repouso, palpitações, sonolência e confusão mental. É preciso investigar a causa para que seja feito um tratamento adequado, mas, na maioria dos casos, a resolução em curto prazo vem com a reposição do sulfato ferroso e de vitaminas, podendo ser necessário até mesmo transfusões sanguíneas.

Leucemia

Já a leucemia é um tipo de câncer, sendo o mais frequente nas crianças e um dos mais comuns do mundo, de acordo com Instituto Nacional do Câncer (Inca). Afeta principalmente os glóbulos brancos, acumulando células doentes na medula óssea e, com isso, substituindo as células saudáveis do sangue. Existem 12 tipos de leucemia, sendo que os quatro principais são leucemia mieloide aguda (LMA), leucemia mieloide crônica (LMC), leucemia linfocítica aguda (LLA) e leucemia linfocítica crônica (CLL).

Por afetar a circulação sanguínea, os sintomas são bem parecidos com os da anemia e variam de acordo com o grau de evolução da doença. Fadiga, falta de ar ao realizar atividades ou em repouso, palpitações, sonolência e confusão mental também estão presentes, mas são acompanhadas por um comprometimento dos glóbulos brancos. Isso leva a uma suscetibilidade a infecções frequentes, febres, gânglios linfáticos inchados (as populares ínguas), perda de peso sem motivo aparente, desconforto abdominal, dores nos ossos e nas articulações, entre outros.

Não há uma causa definida para o surgimento da leucemia. Sabe-se apenas que a radiação ionizante e o benzeno são os únicos fatores ambientais comprovadamente ligados à leucemia aguda. Suspeita-se, porém, que o tabagismo, a realização de quimioterapias, a Síndrome de Down e a exposição a formaldeído e a agrotóxicos podem contribuir para o surgimento da doença.

Como em qualquer tipo de câncer, a detecção precoce aumenta a chance de tratamento. Isso pode ser feito com exames clínicos, laboratoriais ou radiológicos de pessoas com sintomas sugestivos da doença:

  • Palidez, cansaço e febre;
  • Aumento de gânglios;
  • Infecções persistentes ou recorrentes;
  • Hematomas, petéquias e sangramentos inexplicados;
  • Aumento do baço e do fígado.

O principal exame para confirmação a suspeita é o hemograma. Em caso positivo, ele mostrará, na maioria das vezes, um aumento do número de leucócitos, associado ou não à diminuição das hemácias e plaquetas. Outras análises laboratoriais devem ser realizadas, como exames de bioquímica e da coagulação.

O tratamento envolve a destruição das células leucêmicas para que a medula volte a produzir células normais. Ele varia de acordo com o tipo de leucemia, mas pode utilizar medicamentos orais, quimioterapia e, em alguns casos, até mesmo o transplante de medula. Isso é definido pelo oncologista responsável pelo caso, de acordo com os aspectos clínicos do paciente.

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