Como funciona o sistema imunológico das crianças

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Os primeiros anos de vida das crianças exigem cuidados redobrados com a saúde, pois o sistema imunológico delas ainda está se adaptando ao mundo. É por isso que infecções, febres e alergias acabam sendo tão comuns nessa fase da vida, com uma melhora apenas quando entram na pré-adolescência e estão com o ciclo vacinal quase completo.

Isso é devido ao próprio funcionamento do sistema imunológico. Ele é um conjunto de órgãos, tecidos e células que promove o equilíbrio do organismo, oferecendo uma resposta programada a ataques externos vindos de bactérias, vírus e outros microrganismos. Todas as peças possuem uma função específica, que atuam em conjunto para combater doenças. Nesse sentido, existem dois tipos de respostas imunes: inata e adquirida.

A resposta imune inata (ou natural) é a mais presente nas crianças, principalmente nos primeiros anos de vida. Ela existe desde o nascimento e age como a primeira linha de defesa, de forma rápida e pouco especializada. É constituída por barreiras físicas (pele, pelos e mucos), fisiológicas (acidez do estômago, temperatura do corpo e citocinas) e celulares (neutrófilos, macrófagos e linfócitos NK).

Já a resposta imune adquirida (ou adaptativa) é a que se adquire após o organismo entrar em contato com agentes infecciosos. É a segunda linha de defesa do organismo e tem o importante papel de dar origem às células de memórias, que são específicas para um microrganismo. Por isso, apesar de demorarem mais a serem estabelecidas, são mais eficazes no combate às doenças. A vacinação e o aleitamento materno são ótimos exemplos de como conseguir uma resposta imune adquirida mais eficaz.

Sistema imunológico das crianças

A proteção do organismo começa a ser formada durante a gestação e, por isso, os hábitos das mães são determinantes para definir as condições de saúde do bebê. Do nascimento até os dois anos de idade, a amamentação tem papel fundamental no fornecimento de anticorpos para a criança.

Além disso, manter o calendário de vacinação em dia contribui para eliminar doenças que já foram graves problemas no passado, como tuberculose, paralisia infantil e sarampo. O convívio com outras pessoas e com a natureza também contribui para fortalecer o sistema imunológico, pois permite que a criança tenha contato com diferentes vírus e bactérias para criar a resposta imune adquirida. Manter uma alimentação saudável e balanceada é outro fator que contribui com esses cuidados, graças ao fortalecimento gerado por proteínas e vitaminas.

“A imunidade é um processo natural. Se a criança não possui nenhuma patologia que altere esse processo, ela evolui bem, ou seja, vai adquirir imunidade natural. É lógico que se faz necessário acompanhar o calendário de vacinas e fornecer uma alimentação saudável e controlada”, explica o pediatra Walter Ney Junqueira em artigo publicado no G1.

Dicas para fortalecer a imunidade

Apesar de muito ser determinado pelo próprio corpo da criança, há formas de estimular o desenvolvimento do sistema imunológico dos pequenos. Esse é um processo contínuo, que costuma se manter até os 12 anos, quando o organismo estará mais preparado para enfrentar ameaças externas. Veja algumas dicas:

  1. Antes do nascimento: os anticorpos são passados da mãe para o bebê pela placenta, por isso é essencial realizar um acompanhamento pré-natal para verificar as condições de saúde e manter as vacinas em dia. O parto vaginal também pode contribuir para a imunidade, pois a criança já entra em contato com os microrganismos da região.
  2. Alimentação: o recomendado é que as crianças recebam o leite materno até os dois anos de idade, pois os anticorpos continuam sendo passados da mãe para o filho. Na hora de iniciar o consumo de outros alimentos, é preciso manter uma dieta balanceada com frutas, verduras e carnes magras, pois os nutrientes participam diretamente dos processos de defesa do organismo.
  3. Vacinas: as primeiras vacinas são dadas ainda na maternidade para começar a fortalecer o sistema imunológico da criança. Elas estimulam a produção das células de memória, que ajudarão no combate a doenças no futuro. Por isso é preciso ficar atento ao calendário e não pular nenhuma dose dos imunizantes.
  4. Atividades físicas: enquanto a criança está em fase de crescimento, é preciso estimulá-la a praticar atividades físicas, pois isso aumenta o apetite, regula o sono e favorece as condições respiratórias – fatores fundamentais na prevenção de doenças.
  5. Saúde emocional: há uma relação direta entre a saúde mental e a imunidade do corpo, então é preciso criar um ambiente seguro, que contribua para o bem-estar da criança.

“As crianças que são amamentadas, que recebem as vacinas em dia, que não recebem muitas medicações que agridem a microbiota – como, por exemplo, antibióticos –, que possuem uma alimentação balanceada, sono de qualidade e recebem muito afeto de seus cuidadores com certeza vão ter um sistema de defesa mais competente até que atinjam a maturidade a partir dos 12 anos de idade”, resume a pediatra Claudia Lobo César, em entrevista para a Cuidados pela Vida.

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